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blog post Saudade
Posted in Limites on May 09, 2008 at 4:33 AM
Current Mood: amused
Saudade, sombra que trilha, por onde andou a paixão;
inevitvel cedilha da palavra "coração".
Saudade, sino plangente, que badala sem cessar,
dentro d`alma e faz a gente não sei porque, soluçar...
Saudade, palavra linda, inventada pra dizer:
eu te quiz, te quero ainda e sempre te hei de querer.
Saudade, estrela que fica, quando as outras já se vão,
e, ficando, mortifica a noite do coração.
Saudade, febre que a gente sem querer pode apanhar...
nunca mata de repente vai matando devagar.
Saudade, nem preciso perguntar de onde ela vem;
basta lembrar o sorriso e os olhos que você tem.
Saudade, fim de um enlevo, que perdi, não sei porquê,
pois tudo isso que escrevo so saudades de você.


(Colombina)



blog post Tive medo
Posted in Sentimentos on Oct 02, 2007 at 5:21 AM
Current Mood: frustrated

Tive medo do teu olhar...



mas me deixei ver...por dentro e por fora...



porque tive medo que tu fosses embora



Tive medo das tuas mãos...



mas me deixei tocar...precisava te sentir...



porque tive medo, tu poderias não existir...



Tive medo dos teus lábios...



mas me deixei beijar...nas mãos, no rosto...



porque tive medo de nunca sentir esse gosto



Tive medo dos teus braços...



mas me deixei te abraçar...num abraço quente...



porque tive medo de te perder de repente.



Tive medo dos teus apelos de amor ...



mas me deixei te ouvir...toda eu, te escutei...



porque tive medo, precisava do que sonhei.



Tive medo dos nossos sentimentos...



Mas me deixei entregar...sem nenhum pudor...



porque tive medo de não viver um grande amor.









"Talvez eu venha a envelhecer rápido demais.
Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.
Talvez eu sofra inúmeras desilusões
no decorrer de minha vida.
Mas farei que elas percam a importância
diante dos gestos de amor que encontrei.
Talvez eu não tenha forças
para realizar todos os meus ideais.
Mas jamais irei me considerar um derrotado.
Talvez em algum instante
eu sofra uma terrível queda.
Mas não ficarei por muito tempo
olhando para o chão.
Talvez um dia o sol deixe de brilhar.
Mas então irei me banhar na chuva.
Talvez um dia eu sofra alguma injustiça.
Mas jamais irei assumir o papel de vítima.
Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos.
Mas terei humildade para aceitar as mãos
que se estenderão em minha direção.
Talvez numa dessas noites frias,
eu derrame muitas lágrimas.
Mas não terei vergonha por esse gesto.
Talvez eu seja enganado inúmeras vezes.
Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar
alguém merece a minha confiança.
Talvez com o tempo eu perceba
que cometi grandes erros.
Mas não desistirei de continuar
trilhando meu caminho.
Talvez com o decorrer dos anos
eu perca grandes amizades.
Mas irei aprender que aqueles que realmente são
meus verdadeiros amigos nunca estarão perdidos.
Talvez algumas pessoas queiram o meu mal.
Mas irei continuar plantando a semente da
fraternidade por onde passar.
Talvez eu fique triste ao concluir
que não consigo seguir o ritmo da música.
Mas então, farei que a música
siga o compasso dos meus passos.
Talvez eu nunca consiga enxergar um arco-íris.
Mas aprenderei a desenhar um,
nem que seja dentro do meu coração.
Talvez hoje eu me sinta fraco.
Mas amanhã irei recomeçar,
nem que seja de uma maneira diferente.
Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias.
Mas terei a consciência que os verdadeiros
ensinamentos já estão gravados em minha alma.
Talvez eu me deprima por não ser capaz
de saber a letra daquela música.
Mas ficarei feliz com as outras
capacidades que possuo.
Talvez eu não tenha motivos
para grandes comemorações.
Mas não deixarei de me alegrar
com as pequenas conquistas.
Talvez a vontade de abandonar tudo
torne-se a minha companheira.
Mas ao invés de fugir,
irei correr atrás do que almejo.
Talvez eu não seja exatamente
quem gostaria de ser.
Mas passarei a admirar quem sou.
Porque no final saberei que,
mesmo com incontáveis dúvidas,
eu sou capaz de construir uma vida melhor.
E se ainda não me convenci disso,
é porque como diz aquele ditado:
“ainda não chegou o fim”
Porque no final não haverá nenhum “talvez”
e sim a certeza de que a minha vida valeu a pena
e eu fiz o melhor que podia."

















Aristóteles Onassis












blog post Medo
Posted in Sentimentos on Jul 15, 2007 at 10:33 PM
Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor
Na tristeza.
Na dúvida.
no desejo.
Que te renovas todo o dia.
no amor
Na tristeza.
Na dúvida.
no desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

Cecília Meireles


( Obrigado Sonia )


blog post Felicidade
Posted in Sonhos on Jul 15, 2007 at 12:13 AM
A FELICIDADE EXIGE VALENTIA...

" Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho ?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo... "

Fernando Pessoa





blog post Especie de Loucura
Posted in ser on Jul 14, 2007 at 3:45 AM
Esta espécie de loucura

Esta espécie de loucura
Que é pouco chamar talento
E que brilha em mim, na escura
Confusão do pensamento,
Não me traz felicidade,
Porque, enfim, sempre haverá
Sol ou sombra na cidade.
Mas em mim não sei o que há.

Fernando Pessoa


( Obrigado Sonia )


blog post Meu Sonho Num Navio
Posted in Sonhos on Jul 10, 2007 at 4:50 AM
Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
depois abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito:
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

(Cecília Meireles)


blog post Alma Perdida
Posted in Alma on Jul 10, 2007 at 3:33 AM
Toda esta noite o rouxinol chorou,
Gemeu, rezou, gritou perdidamente!
Alma de rouxinol, alma de gente,
Tu és, talvez, alguém que se finou!

Tu és, talvez, um sonho que passou,
Que se fundiu na dor, suavemente...
Talvez sejas a alma, a alma doente
D'alguém que quis amar e nunca amou!

Toda à noite choraste... e eu chorei
Talvez porque, ao ouvir-te, adivinhei
Que ninguém é mais triste do que nós!

Contaste tanta coisa à noite calma,
Que eu pensei que tu eras a minh'alma
Que chorasse perdida em tua voz!...

(Florbela Espanca)


blog post Cruzamentos
Posted in Cruzamentos on Jun 24, 2007 at 7:58 PM
Perdi-te num dos cruzamentos da vida,
Certamente havia um semáforo
Tu avançaste, e eu não.
Lembro-me que os teus dedos ficaram marcados na minha mão
Fugindo dos meus e da minha vontade de te reter.
Procurei-te quando o sinal mudou
Esperando que no outro lado da rua a tua impaciência me aguardasse,
E dissesses, como sempre, quando me distraio,
- Mais uma vez ficaste para trás.
Mas de ti não vi nenhum sinal.
Nem nas calçadas os teus pés,
Nem nas ruas o teu vulto,
Nem a tua roupa sobressaía da multidão.
Desapareceste como se te tivesses escondido
E pretendesses reaparecer mais tarde com uma desculpa qualquer que eu aceitaria
E que justificaria as horas de busca e solidão.
Mas as horas foram passando e tu não aparecias,
E dos meus dedos desapareceram as marcas dos teus.
Procurei-te no sítio habitual onde esperavam por nós os amigos,
Onde esperavam por nós mesa e cadeiras,
E vazias ficaram as cadeiras
E desapontados os amigos
E desesperado eu.
Corri pela cidade murmurando o teu nome,
Procurando a nossa rua
Procurando a nossa casa
Procurando a nossa porta
Procurando a tua mão a apertar-me os dedos
E a marcá-los de vontade de ficar.
Mas só o vazio me esperava.
E nunca a casa me pareceu tão grande
Porque só minha,
Porque não nossa…
Porque havia um semáforo
Tu avançaste
E eu não.

Agradeço e peço desculpa á " Encandescente " por usar algo dela e deixar a sensação que era meu.
Encontrem mais em http://eroticidades.blogspot.com/


blog post O meu Ultimo
Posted in Desejos on Jun 22, 2007 at 6:25 PM
E estas noites brancas e claras e este silêncio que não pára de gritar.
E que muda de voz, e que muda de forma, e que de repente é gente, e que de repente é rosto,
Que se ri de mim e das minhas noites sem sono
E da minha cama feita de lençóis amarrotados de tanto virar o corpo procurando descanso e posição.
Só sinto cansaço. O sono não chega. E as horas morto que não tenho.
E os comprimidos... rebuçados inúteis,
As bulas, publicidade enganosa, fraudulenta, que prometem o que não dão.
“Não ultrapassar a dose recomendada”, leio.
Que dose recomendada?
Já ultrapassei todas as precauções, todas as prescrições, todos os conselhos, todas as doses.
A vida sim, é dose!
É dose dupla.
É dose tripla.
É dose que atropela e ultrapassa.
É ladra que rouba e esconde as minhas noites escuras de sono e olvido.
Quero as minhas horas morto.
Mereço horas morto!
E o silêncio que não pára de murmurar frases que quero esquecer.
E o meu quarto que parece avenida num desfile de Carnaval onde todos os rostos usam máscara,
E a máscara é a mesma,
E os rostos confundem-se e os corpos fundem-se num só rosto num só corpo.
E o meu que não dorme
E o meu que levanto para beber um copo de água,
E o vidro/copo/espelho reflecte os meus olhos de insónia e as olheiras escuras da noite branca.
Só sinto cansaço. O sono não chega. E as horas morto que não tenho.
Quero as minhas horas morto ou enlouqueço.
Preciso das minhas horas morto ou não sobrevivo.
E a luz que acendo, e o livro que abro e leio duas linhas e atiro contra a parede,
E os dez passos que dou entre as paredes prisão.
Uma e outra vez…
Dez passos.
Uma e outra vez…
Tento abafar o silêncio com a voz do Roger Watters.
E o génio na voz, e o génio na lâmpada e na música que me prometia três desejos e me diz:
- “...You've used up your last wish. Your last wish…”
Só sinto cansaço. O sono não chega. E as horas morto que não tenho …
My last wish…



Agradeço e peço desculpa á " Encandescente " por usar algo dela e deixar a sensação que era meu.
Encontrem mais em http://eroticidades.blogspot.com/


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