Eminente Poeta brasiliana, autora de mi sonetto favorito:
A chuva chove
A chuva chove mansamente... como um sono
que tranqüilize, pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente... Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene
a alma, evocando coisas líricas de outono...
... Num velho paço, muito longe, em terra estranha,
com muita névoa pelos ombros da montanha...
Paço de imensos corredores espectrais,
onde murmurem, velhos órgãos, árias mortas,
enquanto o vento, estrepitando pelas portas,
revira in-fólios, cancioneiros e missais...
La pluvia pluve
La pluvia pluve calmamente... como un somno
que tranquillizae, pacificae, reserenae...
La pluvia pluve calmamente... Que abandono!
La pluvia est musica de un poema per Verlaine...
Me veni un sonio de una vespera solemne
in un castello jam sin data et jam sin domino...
Vespera triste qua la nocte, que invenenae
l' an'ma, evocando cosas lyricas de autumno...
...Castello antiquo, multo longe, in terra estrania,
de nubes plen' circum le acumen de l' montania...
Domo de immensos corridores spectrales,
ubi murmuraen, ancianos organos, arias mortas,
durant' que l' vento, strepitando per las portas,
revolve in-folios, cantionarios et missales...