login
Sofiaimeem VIP - Click to find out more
blog post André Sarbib
Posted in Musica on Oct 24, 2009 at 12:04 AM
Current Mood: creative



blog post Fotografia
Posted in Fotografia on Oct 03, 2009 at 9:11 AM
Current Mood: creative


Photobucket



free counters


blog post Lhasa de Sela - Con toda palabra
Posted in Musica on Sep 19, 2009 at 9:19 AM
Current Mood: creative




blog post Rene Aubry
Posted in Musica on Aug 31, 2009 at 11:01 PM
Current Mood: creative















blog post Factura video
Posted in Musica on Aug 07, 2009 at 11:15 PM
Current Mood: creative






blog post Factura de video
Posted in ..... on Jul 08, 2009 at 4:41 PM
























blog post Adeus
Posted in Poesia on Sep 29, 2008 at 10:30 PM
Current Mood: creative
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

(Eugénio de Andrade)

.




blog post Ninguém venha me dar vida,
Posted in Poesia on Aug 27, 2008 at 11:49 AM
Current Mood: crazy
Ninguém venha me dar vida,
que estou morrendo de amor,
que estou feliz de morrer,
que não tenho mal nem dor,
que estou de sonho ferido,
que não me quero curar,
que estou deixando de ser,
e não quero me encontrar,
que estou dentro de um navio,
que sei que vai naufragar,
já não falo e ainda sorrio,
porque está perto de mim
o dono verde do mar
que busquei desde o começo,
e estava apenas no fim.
Corações, por que chorais?
Preparai meu arremesso
para as algas e os corais.
Fim ditoso, hora feliz:
guardai meu amor sem preço,
que só quis quem não me quis.

Cecília Meireles
Photobucket


blog post Soneto do amigo
Posted in Poesia on Aug 24, 2008 at 11:42 AM
Current Mood: happy
Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...

Vinícius de Moraes
Photobucket


1 2 Next

RssFeed